Fim de semana de vitórias

As equipas profissionais de futebol venceram os seus jogos neste fim de semana. No sábado foi a equipa principal a vencer o Arouca sem qualquer contestação por 3-0; no domingo de manhã foi a vez da equipa B vencer por 1-2 no terreno difícil do SC Covilhã.

Depois do empate na Madeira (1-1) o FC Porto regressou ao Dragão no passado sábado para vencer o Arouca por 3-0. Os portistas repetiram o XI do jogo passado: Diogo Costa; João Mário, Marcano, Pepe e Mbemba; Bruno Costa, Uribe, Luís Díaz e Otávio; Taremi e Toni Martínez.

Foi um jogo de sentido único. O Porto entrou dominante e assim permaneceu durante todo jogo. O Arouca dispôs de 8 tentativas de remate e apenas 1 foi a baliza mas sem qualquer perigo. Uribe aos 24′, à entrada da área e depois de um corte da defesa do Arouca fusilou para o canto inferior esquerdo da baliza de Fernando Augusto; Taremi aos 34′ depois de uma passe fabuloso de Luís Díaz correu alguns metros e descobriu um “cantinho”, aparentemente alcançável para o guarda-redes arouquence, para fazer o 2-0; o 3-0 surge de um livre batido pelo Otávio que descobre Pepe e este assiste para o centro da área onde vai bater em Marcano e este surpreendido e sem estar à espera meteu “involuntariamente” a bola para dentro da baliza. Wendell, provavelmente, o novo lateral esquerdo titular fez a sua estreia aos 86′.

Homem do jogo: Mehdi ‘todo-o-terreno’ Taremi. Uma disponibilidade física fantástica. Avançado completo que aproveita as oportunidades ofensivas, vem atrás defender e construir jogo se necessário. Um golo, vários duelos ganhos e oportunidades criadas fez dele o homem do jogo.

O Porto tem agora 10 pontos em 4 jogos. O Benfica é líder com 12 e o Sporting escorregou em Famalicão e tem também 10 pontos. O Estoril é a surpresa com também 10 pontos em 4 jogos.

Pausa agora de duas semanas para jogos da seleção. O próximo jogo do Porto é dia 12 de Setembro em Alvalade frente ao Sporting.

Partindo agora para a equipa B: 1a vitória oficial do ano ao 4°jogo. Uma vitória num campo difícil e contra uma equipa que chegava com um registo de 2 vitórias e 1 empate. O SC Covilhã entrou dominante e fez uma boa 1a parte. Chegaram ao golo logo aos 11′ mas aos 28′ Bernardo Folha com um remate forte e colocado empatou a partida. A 2a parte já foi diferente da 1a. O SC Covilhã não teve a mesma força e deixou a equipa portista jogar, um jogo diria confortável para a equipa da casa pois o jogo direto e físico eram a sua praia, num relvado um pouco danificado; quando os portistas colocam a bola pelo chão, o SC Covilhã sentia-se mais desconfortável. Apenas duas oportunidades flagrantes ocorreram na 2a parte, as duas do lado do Porto e uma delas deu golo aos 90′ quando toda a gente já se tinha rendido ao empate. Danny Loader com uma rotação de craque recebe de pé esquerdo, dá meia volta e no ar com o pé direito fusila. Um 1-2 de longe expectável. Importantes 3 pontos numa Liga que se prevê difícil como no ano passado.

Homem do jogo: Danny Loader é o melhor avançado portista. Não pode ser suplente de Soto, que se diga que não é mau de todo mas Loader está um patamar bem acima. Tem que ter as oportunidades merecidas para este ano dar o salta para a equipa A. Gostei também muito do lateral esquerdo, João Mendes, com uma entrega física brutal e consciência do que estava a fazer durante todos os 90 minutos.

Um “clássico” sem brilho

Já tinha saudades de escrever…

O tempo e outras ocupações pendentes na minha cabeça fizeram com que perdesse a vontade e a motivação para escrever algo. Voltei. Não sei se é para ficar mas gostaria. Com o tempo veremos.

Venho então centrar-me no “Clássico”. Não escolhi propositadamente este acontecimento para voltar à escrita. Escolhi-o sim porque ontem aconteceu-me algo pela primeira vez: um Porto-Benfica contido em palavrões ou berros para o televisor. Já para não falar que estive bastante tranquilo na minha rede social favorita.

Em parte sentia nervosismo, não vou dizer que não… mas comparativamente a outras jogos conseguia ter uma outra lucidez. Digamos que mantive uma certa calma no meio de muito nervosismo.

Sobre o jogo em si: fraquinho. Igual a muitos outros clássicos. Ganha-se mais na garra do que na bola bem jogada. Parecia ter picos. Até chorava, pobre bola. Atenção, eu gosto de ver garra mas nem sempre a garra é suficiente. E a garra torna-se feia, agressiva, bruta e “aleatória”. O que se viu ontem? Pontapé para a frente à espera que alguém ganhasse a primeira ou a segunda bola; passes sem sentido; hesitações em momentos “básicos” e porrada, muita porrada. Ah, e uma arbitragem ao nível da qualidade do futebol praticado. E a nível individual? “AI JESUS!”, como costuma dizer um caro amigo sportinguista. Cada calafrio quando a bola chegava ao último terço defensivo. Espaços enormes entre os laterais e os centrais. E os nossos laterais serão cumpridores das suas tarefas na maior parte dos jogos mas nestes a doer vão passar imensas dificuldades (a Champions está aí! Acordem!). Ah, e o central em melhor forma não entrou. (Diogo Leite) Isso contou muito.

À nulidade de Nanu e Zaidu posso juntar a de Mbemba. Esteve muito mal ontem. Apenas se aproveitou Pepe e, mesmo assim, teve algumas perdas de bola desnecessárias. Burrices mesmo! Os únicos jogadores que estiveram dentro daquilo que costuma ser a sua normalidade foram o Marche, Corona (mesmo depois de terminar com 8 negras no corpo), Sérgio Oliveira e Uribe no segundo tempo. Até Taremi contribuiu dentro do possível. Nem a expulsão o fez ser o pior em campo. Os espaços entre linhas e sobretudo na qualidade das laterais são atualmente o maior problema. Mete medo e causa calafrios. Causa insegurança mesmo. Os 17 golos sofridos em 14 jogos são resultado disso mesmo. É rezar para que as coisas corram pelo melhor até ao fim do ano. O correrem muito, nem sempre vale de alguma coisa. Mas isto também é tema para outra conversa numa altura em que não for preciso correr para o “vazio”.

A tal garra de que falo (e se fala muito em Portugal) fez com que o Porto se aguenta-se, e sem qualquer sufoco, o empate. E aquele lance perto do fim? Ahhhh, se desse golo… Que bem que saberia! E não percebo a excitação final benfiquista. Viram ali algo. Uma luz qualquer. Eu não vi nada disso. Só vi a vontade de ganhar um “clássico”. Isso todos querem. Mas os campeonatos ganham-se também noutros jogos. A atitude tem que ser a mesma nos outros jogos. E nisso o Porto entra a ganhar. Quero ver essa excitação toda noutros jogos, seus vermes!

E eu que estive tão calminho nos comentários? Só discuti com o “benfiquista do sofá” sobre questões VARiadíssimas, faltas e critérios. Mas sempre nas maiores das calmas. Nem me estava a conhecer. Deve ser a idade e as coisas a moldarem-se com a maturidade.

Sobre o árbitro. Nem vale a pena falar daquilo que já foi imensamente remexido nas últimas 24 horas. As opiniões são unânimes, só muda é a forma de desculpar umas e outras coisas. São práticas de dezenas de anos. Os tais telhados de vidro que todos têm mas não gostam de admitir.

Siga para Vigo! Que venha o próximo jogo que ainda há um campeonato para ganhar!

GANDA VITÓRIA! BIBÓ Ó PORTO!

Onde andas, Porto?

Comodismo. Chegou-se a esse ponto. Um clube que sempre lutou pela glória e pelo prestígio com qualidade e classe. Que batia o pé a todos, que mostrava garra na procura pela vitória e frustração na derrota. A tolerância nunca foi muita mas era isso que fazia de nós um clube vencedor. Éramos diferentes dos outros porque não nos deixavamos acomodar, queríamos sempre mais e mais. E esse querer ajudava a atingir coisas impensáveis. Mas há alguns anos as coisas foram mudando. As “partículas” do nosso conhecido e forte ADN foram desaparecendo, perdendo força. E que não se desculpem somente com forças externas pois sempre se lutou contra tudo e de todas as formas e saiu-se erguido. Parece que tudo caiu numa insignificância, num “deixar andar”. A ambição não parece existir Mais e as desculpas momentâneas parecem servir apenas para apaziguar. Tenho medo que o meu grande clube se torne num mero clube, que se contenta com a vitória semanal e ignore as vitórias mais importantes: as finais.

Eu comecei a ver futebol com a mesma noção do que vós por volta do ano de 2004. “Aterrei” num dos melhores anos da história do clube. Desde então e até 2011 o poderio era vistoso. Dentro de campo éramos temidos devido à nossa grandeza. Ninguém recuava, toda a gente lutava. E quando alguém remasse no sentido contrário era imediatamente expulso do barco. E muitos foram expulsos injustamente pois tamanha era a pressão e exigência. Se se comparar os dias de hoje a esses tempos, pergunto-me como é possível muitas coisas ainda acontecerem sem terem qualquer consequência?Acontecem partir do momento em que há um comodismo, um “deixar andar”, como já referi em cima.

Os interesses parecem outros, desculpem a sinceridade. Os prejuízos têm sido maior que os lucros e nem todas as justificações para tal são admissíveis.
Eu não consigo nem conseguirei desligar do futebol e do amor ao FC Porto mas hoje em dia sinto alguma tristeza e sensação de impotência. Eu sei que os tempos mudam e evoluem mas o clube parece que regrediu. Ficamos para trás ano após ano. Como já referi anteriormente, o medo pela transformação de um clube nota “excelente” para um clube “satisfaz” é enorme.

Não acredito que haja mudança já no próximo fim de semana mas umas votações “tremidas” poderiam ser benéficas para o futuro do clube. Que a maior força existente no universo portista seja notada. E nada é mais forte do que portistas unidos pelo bem comum.

O racismo não pode vencer!

Não é vaidade nem hipocrisia. É aproveitar o momento para impulsionar a luta contra o mal e mudar com urgência isso mesmo. Punições fortes devem ser atribuídas a todos os responsáveis. O futebol não pode ser superior a crimes bárbaros.

Foi o Marega. Podia ter sido outro qualquer. É triste ver o humano capaz de rebaixar outro com uma frieza extrema. A racionalidade passa ao lado e os lábios manifestam o que de pior se pode ouvir na vida.

Foi ontem em Guimarães mas já aconteceu inúmeras vezes noutros lados. No caso de ontem podemos agarrar e começar (já vai muito tarde) a lutar extremamente contra esta maldade. Não é só lançar comunicados e textos bonitos de apoio. É punir severamente sem dó nem piedade. Não vale tudo no futebol e acima de tudo não vale tudo na vida!

Não deixem cair o assunto no esquecimento e promovam o que de bom temos. Parte de todos melhorar as coisas e não olhar só para os outros como o único problema.

V. Setúbal 0-4 FC Porto – Não foi preciso carregar no “acelerador”

Jogar fora é sempre tarefa difícil, não só pelos campos em si mas também pela motivação do adversário receber um grande. O Vitória de Setúbal vem a fazer um campeonato competente se fizermos uma comparação com anteriores e o Porto tem jogado com alguns “tremeliques” e por isso a expetativa seria de um jogo complicado. Nada disso aconteceu. Para começar o Porto iniciou o jogo com um 11 aceitável (não teria sido este o meu mas está la próximo). Marega no banco é sinónimo de mudança de estilo de jogo. A procura da profundidade foi trocada, e bem, por um maior controlo de bola e chegada à baliza com lucidez. Claro está que a profundidade existiu por vezes mas nada contra quando as situações são favoráveis a tal.

Fonte: fotosdacurva.com

O Porto chega ao intervalo a vencer por 0-2 (Corona 38′ e Telles 44′) sem ter feito muito. As oportunidades foram-se sucedendo e “tantas vezes que o cantro vai à fonte que acaba por quebrar”. Ao “cantro” aliou-se um fraco Vitória de Setúbal tanto defensivamente como ofensivamente. Na segunda parte Tiquinho Soares faz o 0-3 aos 48 minutos e acaba com a partida já sentenciada. A partir daí foi gerir a partida calmamente. O adversário ainda fez aquecer as mãos de Marchesin com dois bons remates mas nada que assustasse naquela altura. O 0-4 aos 91′ foi mais que merecido para Luís Diaz pois já muitas vezes tinha tentado mas a bola embatia sempre em alguém.

Corona e Sérgio Oliveira foram para mim os melhores em campo. A partida foi assim muito calma para aquilo que inicialmente se tinha previsto.

Não deixar passar em branco as entradas de Baró e Vitinha na partida que sempre dão brilho e qualidade ao jogo. Que as coisas continuem assim.

Taça de Portugal já na terça-feira e clássico no sábado. Um jogo de cada vez, uma final de cada vez, cada um com a sua importância. O Porto ainda não está bem mas se o treinador desistir um pouco da sua teimosia será meio caminho para atingir coisas boas. Vamos meu Porto, vaaamos!

O desânimo com este FC Porto

O meu Porto tornou-me neste momento num adepto desanimado, triste, até em parte desesperado. Não se trata somente dos maus resultados e do mau jogar, já vai para além disso. São as más decisões, escolhas, discursos, desinteresse total e um andar diário como se nada passasse. Não estou habituado a ver as coisas banalizadas como tenho visto diariamente pelos responsáveis máximos. O Porto não é um clube banal, não é clube onde se “deixar andar” até ver no que dá. Onde é que está a máxima exigência e a fome de vencer? Como é que ninguém se impõe e exige mais? Eu cresci a ganhar títulos europeus e aos grandes da clubes Europa e agora vejo uma despreocupação com as derrotas e os empates contra equipas menos cotadas? Não quero com isso mostrar arrogância pois aos poucos essas mesmas equipas estão a valorizar-se e a mostrar bom futebol mas em termos comparativos o FC Porto tem uma história e um reportório de enorme valor que tem que permanecer relembrado e respeitado.

Está um clube entregue a um treinador que mantém um discurso apaziguador? Um capitão de equipa que depois de uma derrota desastrosa fala calmamente? Saudades do bater na mesa por aqueles que colocavam os “pontos nos i’s”, em vez do bater no peito por aqueles que fazem para parecer bem…
E a direção vai deixar andar as coisas assim até quando? As dúvidas e os medos são tantos que é difícil estar sossegado. Eu quero o Grande Porto de volta, não quero um clube instável como se tem visto nos últimos anos que tem pecado por decisões catastróficas para o seu presente e futuro.
Estou a apresentar um discurso duro mas o desânimo já está num nível tão elevado devido ao agravar das coisas e com medo pelo futuro que nos espera que é melhor deitar cá para fora tudo o que me vai na alma.
O futebol mexe com emoções diariamente e claro está que todos os clubes têm momentos frágeis mas não é isso que me preocupa nessas situações porque sempre se arranja forma de se reerguer e voltar aos trilhos mas o que realmente preocupa é ver más decisões serem tomadas e que são prejudiciais para o futuro.
Eu acho que não estou a ser dramático pois muitos dos que estão a ler e que estão de uma maneira ou de outra interligados com o Mundo do futebol sabem do momento atual e das diversas e infelizes situações que vão acontecendo.

Isto foi mais do que um desabafo, foi mais um manifesto de preocupação com a atualidade das coisas. O que poderia ser simples é todos os dias complicado e isso não é nada animador, para ninguém.

Liga Europa 2019/2020

Aí está a Liga Europa! 2003 e 2011 foram anos de glória para o Porto nesta competição e brilhante seria conquistar pela terceira vez.

Grupo G de Ganhar

  1. FC Porto
  2. Young Boys (Suíça)
  3. Feyenoord (Holanda)
  4. Rangers (Escócia)

O 1° lugar está bem ao alcance do Porto. As restantes equipas têm qualidade assinalável mas o Porto é o favorito a vencer o grupo. O Feyenoord vem logo a seguir e acredito que serão estes os apurados para a próxima fase. Young Boys em 3° e Rangers em 4° são a minha previsão.

Histórico de confrontos vs Feyenoord

Qualificação Liga dos Campeões | Segunda Eliminatória | Primeira Mão 27/10/1993 – FC Porto 1-0 Feyenoord (Domingos Paciência 90′)

Qualificação Liga dos Campeões | Segunda Eliminatória | Segunda Mão 03/11/1993 – Feyenoord 0-0 FC Porto

Fonte: Os Filhos do Dragão

Histórico de confrontos vs Young Boys

Pela primeira vez os portistas defrontam o conjunto bicampeão da Suíça.

No Young Boys joga Saidy Janko, latera direito emprestado pelo Porto.

Fonte: Peter Schneider/KEYSTONE/dpa

Histórico de confrontos vs Rangers

Taça das Taças | Segunda Ronda | Primeira Mão 19/10/1983 – Rangers 2-1 FC Porto (Sandy Clark 35′, David Mitchell 84’|Jacques 86′)

Taça das Taças | Segunda Ronda | Segunda Mão 02/11/1983 – FC Porto 1-0 Rangers (Fernando Gomes 52′)

Liga dos Campeões | Fase de Grupos 13/09/2005 – Rangers 3-2 FC Porto (Peter Lovenkrands 35′, Dado Prso 59′, Sotirios Kyrgiakos 85′ | Pepe 47′, 71′)

Liga dos Campeões | Fase de Grupos 23/11/2005 – FC Porto 1-1 Rangers (Lisandro López 60′ | Ross McCormack 83′)

Fonte: zerozero.pt

FC Porto: Formar para vencer… ou vender ?

Longe vão os dias em que o Futebol Clube do Porto tem um plantel com jogadores formados no clube, e acima de tudo, com qualidade para representar esta enorme instituição. Mas isso significa que deixamos de investir na formação dos nossos jovens atletas ? No scouting ? Nos treinadores de formação ? Não, não e não. Então porquê um défice tão grande de jogadores formados comparativamente a outros clubes ? Estagnação diriam alguns, alteração de cultura diriam outros.

Mas o que é afinal o mais importante no futebol de formação ? Ganhar? Claro que sim, “ganhar” na escola, “ganhar” valores, “ganhar” no exemplo, “ganhar” no emprego e mais importante ainda, “ganhar” na vida. É muito mais fácil formar melhores atletas quando eles já são melhores pessoas, e deve ser essa a prioridade de qualquer estrutura na formação de jovens atletas, porque mais do que atletas, estes jovens vão ser os adultos de amanhã. É fundamental oferecer aos miúdos todas as condições de sucesso no futebol, mas também na vida. Não quero com isto dizer que o resultado não importa, pelo contrário, importa sempre até porque ninguém gosta de perder, a existência de uma enorme competitividade e fome de vencer é algo que caracteriza o nosso clube e o nosso povo, são atributos tão importantes quanto os anteriormente referidos. O que é determinante e pode condicionar o processo de formação dos jovens é a importância e significado que se dá ao resultado. Nesta lógica não se pode associar única e exclusivamente a vitória ao sucesso e a derrota ao fracasso (Lage, 2017).

Isto explica em parte o contraste do domínio do F.C. Porto em tantos escalões de formação com a baixa taxa de aposta em jogadores formados no clube no escalão principal. Então se somos os melhores em determinado ano, como é que esses jovens não conseguem manter essa superioridade ao longo dos anos e, posteriormente, demonstrá-la como sénior ? Bem, primeiro, o nosso clube prioriza sempre os atletas mais desenvolvidos fisicamente, mais fortes, mais rápidos. Mas estamos a falar de jovens, estão constantemente em desenvolvimento e de um dia para o outro, quem era o mais forte, deixará de o ser. Mas quem era melhor tecnicamente, certamente o continuará a ser. E isso é que deveria ser privilegiado, a inteligência tática, a técnica, o toque de bola, a criatividade. São os atributos mais complicados de ensinar, e quem os tem, maior parte das vezes “nasceu” com eles, é o chamado talento. Como tal, na formação, mais do que promover vitórias de qualquer forma, devem ser promovidas as vitórias da forma certa e quiçá, a mais exigente para os jovens atletas.

Citando Vítor Frade:
“Neste sentido
sempre orientado,
qualquer um se sente perdido
não leva tal caminho a nenhum lado.
No futebol directo
os meios e a meta
é sempre a profunidade,
correcto ?
P’ra mim aí as rectas
são uma seca
como metas…
P’ra qualquer que seja a idade.”

Deveremos por isso privilegiar o futebol curto, bem trabalhado, exigente física, técnica e taticamente para proporcionar uma maior evolução dos nossos miúdos. E se já apresentarem um nível demasiado bom para o seu escalão, promover esse mesmo miúdo ao escalão seguinte, criando novos desafios para ele, novas dificuldades para ultrapassar uma vez mais, porque apesar do caminho ser mais longo, será uma bagagem muito maior aquela que o atleta ganhará ao longo da mesma e se para isso tivermos de abdicar de alguns títulos de benjamins ou iniciados, que seja. O maior título deverá ser sempre ver os nossos a ter sucesso no Estádio do Dragão e representando o nosso clube por esse Portugal e até por esse Mundo fora. A formação deverá ser sempre o caminho a seguir, e não há mal algum em ter como bom exemplo os nossos rivais, deveremos aprender com eles e entrar no mesmo caminho. Com o nosso portismo sempre presente.

“E azul e branca, essa bandeira avança
Azul, branca, indomável e imortal
Como não pôr no Porto uma esperança
Se daqui houve nome Portugal?”

Autor: Diogo Rodrigues, Treinador da equipa de Iniciados da U.D S.Veríssimo

Hernâni, o herói improvável | Boavista 0-1 FC Porto

O herói improvável desta partida: Hernâni. Foi dos seus pais que surgiu o único golo da partida aos 95 minutos. O remate de Adrián López foi interceptado pelo jogador do Boavista mas Hernâni estava no sítio certo para aproveitar a recarga e colocar a bola dentro da baliza.

Num jogo em que o Boavista mostrou mais agressividade do que sentido técnico, o Porto foi quem mostrou argumentos de quem queria vencer. O guarda-redes do Boavista salvou a equipa em diversos lances mas também em alguns momentos os avançados do Porto mostraram pouco critério no último terço. O golo surgiu de um mau alívio do defesa do Boavista e a partida termina com a vitória a sorrir aos portistas.

O Porto atravessou uma série de 10 jogos complicados mas saíu sempre vitorioso. A derrota, e o pior jogo da época, continua a ser frente ao Benfica.

Uma vez mais, Sérgio Conceição mexeu na partida a partir do banco e com sucesso. Este ano o treinador tem sido brindado com sucesso nas suas alterações tácticas.

O Porto recebe na próxima sexta-feira o Portimonense. A equipa algarvia vai ao Dragão apenas com 1 derrota nos últimos 4 jogos.

A nossa luta continua. Somos Porto!